Pesquisadores britânicos,
reportando para o Time & Mind: the Journal of Archaeology, Consciousness
and Culture, podem ter solucionado o mistério do porquê dos construtores de
Stonehenge terem escolhido trazer rochas a 320 km de distância do País de Gales
para o planalto de Salisbury.
Seu estudo piloto está focado nas
rochas conhecidas como bluestones (pedras azuis) da cadeia de montanhas Carn
Menyn, Colinas de Preseli, no sudoeste do País de Gales, que é a região fonte
de algumas das rochas utilizadas em Stonehenge.
De acordo com lenda local, essas
rochas possuem propriedades mágicas e de cura.
Mas o que o Dr. Paul Devereux e o Dr. Jon Wozencroft da Faculdade Real
de Artes em Londres agora descobriram são as extraordinárias propriedades
sonoras dessas rochas, as quais poderiam ter sido o fator de terem sido
utilizadas em Stonehenge.
Após testarem mais de 1000 rochas
ao longo de toda a cadeia de montanhas de Carn Menyn, eles descobriram que em
média, entre 5 a 10 por cento das rochas vibraram com um sino quando
impactadas. Em alguns pontos, o número
sobe de 15 a 20 por cento, com algumas pequenas áreas contendo o dobro deste
percentual.
“Quando impactadas, algumas soam
na faixa metálica, desde tons puros como um sino, até como uma bateria de lata,
e até com a ressonância similar a de gongos“, explicaram os doutores Devereux e
Wozencroft.
Sabendo que as rochas de
Stonehenge vieram desta região do País de Gales, os cientistas foram até
Stonehenge para testá-las.
“Foi o som a razão chave por
detrás do inexplicável transporte dessas rochas de Preseli para Salibury…? Stonehenge nunca nos confirmará este
fato. Mas devido ao que o estudo
descobriu, tal sugestão pode soar verdadeira, pendendo ainda mais pesquisa.”

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